Escrevendo Textos...: Abril 2013

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Vamos escrever Textos? - A estruturação do parágrafo

Familiarizados com o tema a ser desenvolvido, elencadas todas as ideias a serem discorridas... finalmente estamos aptos a começarmos nossa produção. Mas ainda resta outro detalhe de extrema relevância – a eficácia do texto dependerá da forma pela qual estas ideias se apresentarão mediante o transcorrer do discurso. 

Partindo deste pressuposto, temos a noção de quão importante é a estruturação dos parágrafos, que permitem que o pensamento seja distribuído de forma lógica e precisa, com vistas a permitir uma efetiva interação entre os interlocutores. Obviamente que outros fatores relacionados à competência linguística do emissor participam deste processo, entre estes: pontuação adequada, utilização correta dos elementos coesivos, de modo a estabelecer uma relação harmônica entre uma ideia e outra, dentre outros. 

Esteticamente, o parágrafo se caracteriza como um sutil recuo em relação à margem esquerda da folha, atribuído por um conjunto de períodos que representam uma ideia central em consonância com outras secundárias, resultando num efetivo entrelaçamento e formando um todo coeso. Quanto à extensão, é bom que se diga que não se trata de uma receita pronta e acabada, visto que a habilidade do emissor determinará o momento de realizar a transição entre um posicionamento e outro, permitindo que o discurso seja compreendido em sua totalidade. 

Em se tratando de textos dissertativos, normalmente os parágrafos costumam ser assim distribuídos: 

* Introdução – também denominada de tópico frasal, constitui-se pela apresentação da ideia principal, feita de maneira sintética e definida pelos objetivos aos quais o emissor se propõe. 

* Desenvolvimento – fundamenta-se na ampliação do tópico frasal, atribuído pelas ideias secundárias, reconhecidas na exposição dos argumentos com vistas a reforçar e conferir credibilidade ora em discussão.

* Conclusão – caracteriza-se pela retomada da ideia central associando-a aos pressupostos mencionados no desenvolvimento, procurando arrematá-los de forma plausível. Pode, na maioria das vezes, constar-se de uma solução por parte do emissor no que se refere ao instaurar dos fatos. 

Quanto aos textos narrativos, os parágrafos costumam ser caracterizados pelo predomínio dos verbos de ação, retratando o posicionamento dos personagens mediante o desenrolar do enredo, bem como pela indicação de elementos circunstanciais referentes à trama: quando, por que e com que ocorreram os fatos.
Nesta modalidade, a ocorrência dos parágrafos também se atribui à transcrição do discurso direto, em especial às falas dos personagens. 

Referindo-se aos textos descritivos, sua utilização está relacionada pela minuciosa exposição dos detalhes acerca do objeto descrito, representado por uma pessoa, objeto, animal, lugar, uma obra de arte, dentre outros, de modo a permitir que o leitor crie o cenário em sua mente. 
Colaborando na concretização destes propósitos, sobretudo pela finalidade discursiva – visando à caracterização de algo –, há o predomínio de verbos de ligação, bem como do uso de adjetivos e de orações coordenadas ou justapostas.

Fonte: Português

segunda-feira, 1 de abril de 2013

MEDO DE SER FELIZ



Algumas pessoas temem que um projeto seu, mesmo que embasado em sua competência, “não dê certo”.Mas, com freqüência, quando indagadas “e se der certo?”, notamos embaraço e surpresa. Parecem entrar na situação “para não dar certo”.Tudo foi planejado corretamente, com detalhes, mas, na hora H...algo ocorreu e tudo ruiu. E, muitas vezes, por um ato que ela avalia como “involuntário” ou casual. 
Estas pessoas parecem ter sido “programadas”, modeladas pela educação para “darem errado”. Não se sentem merecedoras da felicidade.Sua baixa auto-estima faz com que, embora conscientemente aspirem a felicidade, inconscientemente sabotem seus mais sinceros ideais. E, quanto mais baixa a auto-estima, menor será a capacidade de se sentirem merecedoras do sucesso. 
Quando então bolam um projeto não se preparam para vencer, mas para serem vitimas perdedoras. Quando há um conflito entre um conteúdo inconsciente e uma vontade consciente...vence o lado inconsciente. Ser feliz parece proibido para as pessoas de baixa auto-estima. A felicidade parece incomodar, gerar ansiedade e desconforto. Parece evocar ecos do passado que dizem “não mereço ser feliz”. Muitas vezes ocorrem culpa e sensação de inferioridade. Diante da eminência do sucesso é como se a pessoa se sentisse um impostor, passível de ser descoberto a qualquer momento. A falta de coragem de assumir a felicidade faz com que, ao invés de questionar essas vozes destrutivas num diálogo interno, acreditem piamente nela e a obedeçam. 
É o caso da jovem de 26 anos, promovida em seu trabalho, que, apavorada por avaliar mal sua capacidade de fazer frente às novas exigências, passa a botar os pés pelas mãos e comete falhas aparentemente inexplicáveis e que a comprometem na nova empreitada. Ou do ator que, após muita luta e preparo, tem sua oportunidade numa grande emissora de TV. Bloqueia texto, se atrasa, erra ou esquece tópicos importantes. Tudo ia bem, mas...De repente...O medo de ser feliz ocorre na vida afetiva, profissional, social, ou, mais sucintamente, na vida da pessoa como um todo. O medo da felicidade não é conseqüência da incompetência, mas da má avaliação da própria competência. Como se, apesar de desejarem seus objetivos, tivessem uma sensação íntima de incapacidade. A voz interna do imerecimento parece dizer “você é um engodo!”! Na base está a baixa auto-estima. A sensação de que seu destino não é ser feliz.
 Um sentimento de culpa baseado em crenças errôneas acerca de si mesmo, do ambiente e do futuro.Pessoas com baixa auto-estima se condenam com a autopunição e provocam o insucesso e sua ocorrência reforça as crenças subjacentes de incapacidade. A profecia inconsciente se realiza. Diferentemente, pessoas com auto-estima adequada perseveram, tomando o insucesso como oportunidade de aprendizado, e aumentam as chances de vitória. 
 Se tais crenças subjacentes não forem modificadas as profecias continuarão ocorrendo.Sem um trabalho psicoterápico que modifique essas crenças o futuro continuará sendo função do passado. Baseados na sensação de incapacidade anterior, novos fracassos ocorrem e reforçam esse sentimento e o medo de dar certo permanece. São as pessoas reconhecidamente competentes que na hora H se auto-sabotam. Pessoas que não tiveram coragem de assumir o direito à felicidade e se envolvem num desastroso destino criado por eles mesmos. “Ir bem”, “ser feliz”, “conseguir”, conflita com as avaliações mais profundas a seu próprio respeito. Se tais avaliações não forem revistas...

Fonte: http://www.tommaso.psc.br/site/artigos/?id_artigo=132