Escrevendo Textos...: Shiva Nataraja

domingo, 22 de janeiro de 2012

Shiva Nataraja

É engraçado ver tantas brigas e guerras por causa das diferenças nas crenças, principalmente aquelas ligadas à religião, vejo que Deus está presente em todas, abençoando todas as pessoas nas quais o procuram de coração e acredito que cada uma das religiões existentes foi criada para atender as
necessidades de cada ser humano sendo ligado diretamente ao nível espiritual.

Sou particularmente uma apaixonada por religiões, pela riqueza de cultura que cada uma oferece, pela o incentivo da devoção e fé, assim como a forma em que modificam as vidas das pessoas através de Deus.

Sempre fui católica, mas muitas coisas não condiziam com meus pensamentos e opiniões que carreguei deste muito cedo, ainda me considero católica, mas hoje sou espírita praticante e tenho certa fascinação pelo hinduísmo e budismo, pois muitos podem criticar pela devoção de seus Deuses, porém ninguém pode negar que a filosofia pregada por eles é maravilhosa, de desapego de todas as coisas, da busca de seu próprio ‘eu’ e principalmente a libertação de sentimentos destruidores como egocentrismo, egoísmo, ódio, ambição entre outras.

Colocarei aqui um pouco de Shiva, na qual tive um sonho no primeiro dia deste ano, apesar de eu não ser tão ligada a esta imagem, meu sonho tinha exatamente esta imagem que acredito que está me trazendo ótimas energias de renovação e transformação.

Shiva Nataraja

Neste aspecto, Shiva aparece como o rei (raja) dos dançarinos (nata). Ele dança dentro de um círculo de fogo, símbolo da renovação e, através de sua dança, Nataraja cria, conserva e destrói o universo. Ela representa o eterno movimento do universo que foi impulsionado pelo ritmo do tambor e da dança. Apesar de seus movimentos serem dinâmicos, como mostram seus cabelos esvoaçantes, Shiva Nataraja permanece com seus olhos parados, olhando internamente, em atitude meditativa. Ele não se envolve com a dança do universo pois sabe que ela não é permanente. Como um yogue, ele se fixa em sua própria natureza, seu ser interior, que é perene.

Em uma das mãos, ele segura o Damaru, o tambor em forma de ampulheta com o qual marca o ritmo cósmico e o fluir do tempo. Na outra, traz uma chama, símbolo da transformação e da destruição de tudo que é ilusório. As outras duas mãos, encontram-se em gestos específicos. A direita, cuja palma está a mostra, representa um gesto de proteção e bênçãos (abhaya mudrá). A esquerda representa a tromba de um elefante, aquele que destrói os obstáculos.

Nataraja pisa com seu pé direito sobre as costas de um anão. Ele é o demônio da ignorância interior, a ignorância que nos impede de perceber nosso verdadeiro eu. O pedestal da estátua é uma flor de lótus, símbolo do mundo manifestado.

A imagem toda nos diz: "Vá além do mundo das aparências, vença a ignorância interior e torne-se Shiva, o meditador, aquele que enxerga a verdade através do olho que tudo vê (terceiro olho, Ájña Chakra)."

2 comentários:

ઇઉ Amanda Nárgela ઇઉ disse...

no meu caso também é complicada essa historia de religiao...sou de familia catolica,porem sou espirita mais concordo com um pouco de cada religiao também.bjks (quanto tempo que não passo por aqui kk)

A VIDA É UM ETERNO APRENDIZADO disse...

Olá!
Adorei seu texto e seu blog.
Grande abraço
se cuida